Vídeo: Final Fantasy XV – Platinum Demo (O que tenho jogado…)

E então, Sonic 2016 na Engine Unreal ou Kingdom Hearts 3,14 Boom Dash Generations? Final Fantasy que não é.

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Salada de Final Fantasy XV

Final Fantasy XV, peão elevado a rainha (pois era outro filler da era “””Fabula Nova Crystalis“”” e se tornou jogo da série principal), é o resultado de dez anos de enrolação do character designer que adora zíperes.

O problema em se oferecer a direção de um jogo a quem desenha bem é isso.

Dizem que FFXV se inspira em “Hamlet”. Ou seja, um jogo de videogame baseado numa das obras mais importantes da existência humana. Percebe a prepotência do negócio?

Sim, tudo tem que ser ÉPICO. Gigante, representativo. Começamos com um complexo de Épico, onde tudo tem que ser forçadamente grandioso.

Nesse mundo de GTAs e CoDs é difícil realmente representar lucro gigantesco. Resident Evil 6 vendeu milhões e foi considerado um fracasso.

FFXV então tenta atirar pra todos os lados, tentando vender a imagem de uma obra ostensiva. Tem animê, tem filme e CGI com dubladores famosos, tem joguinho mobile (afinal, alguém tem que ir ao banheiro algumas vezes por dia). Tudo que NÃO foi pedido, coisas que não possuem interesse pelos fãs, porque a obra NÃO foi lançada ainda e não existe algo pra se almejar. (Quem quer, nunca jogou os outros FF da série).

É Final Fantasy tentando abandonar o papel de nicho (jrpg pra nerds) e se tornando popular. O preço a se pagar por tornar algo popular é alto.

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Profundidade por exemplo, é uma das primeiras baixas ao tornar algo popular. Troca-se profundidade por brilho, efeitos especiais, gráficos bonitos.

Outro preço é a originalidade.

Eu pensava em “dissecar” (pra começar) os nomes dos personagens, mas eles são tão simplórios e clichês que basta um pouco de atenção pra perceber. Nomes pomposos em latim (essa palhaçada começou em Kingdom Hearts e seus inumerosos fillers) que representam nada mais que o papel de cada um no grupo. “Scientia” usa óculos, é inteligente e estóico, “Gladiolus” é um brutamontes com voz grossa e simples, justo e honrado e “Prompto” cumpre o papel necessário devido a ausência de elenco feminino no jogo: ágil, alegre, serelepe, desengonçado.

Onde mais o jogo perde em originalidade? A jogabilidade. Afinal, é preciso abandonar o sistema antigo de turnos, ATBs e outras barras e substituir por algo que faça sucesso hoje em dia: hack’n’slash (outro aspecto contundente de Kingdom Hearts, obra que “influenciou” bastante esse jogo), stealth (qual jogo não tem hoje em dia?), luta contra titãs (que GoW e Shadow of Collossus tornou tão popular).

Não contente em absorver estilos e gêneros de outros jogos, FFXV ainda flerta chupa com outras obras (além da literatura mencionada anteriormente): formação de grupo estilo boy band (proposital e confirmado), viagem na estrada do mencionado grupo, e até a música Stand by Me tocada por uma banda popular atualmente.

Lembram de Conta Comigo?

É, a história de um grupo de amigos que passam por dificuldades e evoluem mutuamente ao abraçar um objetivo em comum. Que coincidência! (aliás, um trope tão utilizado que já se tornou clichê, “o poder da amizade”, blá blá blá).

Mas antes que a obra clássica de Sessão da Tarde seja conspurcada, trago outro clipe que explica um pouco melhor do que se trata Final Fantasy XV:

 

Então, para que algo se torne grandioso, sacrifícios precisam ser feitos. Se você olhar para trás nos antigos lançamentos de FF, vai perceber o seguinte: nenhum jogo oferecia mais do que ele mesmo. O mais importante era lançar uma obra coesa, única, fechada em si (percebe agora a palhaçada que é FFXIII ter 3 jogos ruins, pseudo-FFs, que muito merecidamente, tornaram-se fracassos comerciais?).

A resposta é simples: Final Fantasy não é Call of Duty. O mercado é diferente.

Square-Enix se nega a ver isso e ao invés de criar um jogo que seja uma evolução do que foi FFVIII, FFIX, FFX e FFXII (bons exemplos de renovação da série), reveste Kingdom Hearts com uma “pintura” de Final Fantasy “homenageando” outras obras, sejam videogames ou não.

Final Fantasy XV pode ser um bom jogo? Sim. É um Final Fantasy da série principal? Não, é um spin-off filler.

Resumão do dia 20/10/2015

Sem tempo pra ler as centenas de notícias? Aqui tem uma seleção que talvez alimente sua fome por novidades:

Guillermo Del Toro ainda não entende como Silent Hills pode ter sido cancelado

Del Toro ainda está indignado com o cancelamento do primeiro Silent Hill que parecia decente desde que o time original abandonou o barco (Silent Hill 4 The Room).

“Estava sendo uma ótima experiência e tivemos ótimas sessões de história com centenas de designs. Algumas das idéias envolviam coisas que existem em jogos como The Last of Us, o que me faz crer que estávamos indo na direção correta. Eu realmente acreditava que Kojima e Silent Hills criaria um jogo memorável e certeiro.”

Ele ainda comenta sua frustração a respeito de outras idéias que estavam planejando implementar e questiona como algumas coisas não fazem sentido.

Um dos motivos pode ser o orçamento, que estava atingindo um patamar que a Konami não queria investir.

Basta ver o relaxamento com Silent Hill HD Collection e perceber como a empresa prefere criar jogos de Pachinko ao invés de apostar em séries consagradas e amadas pelos fãs.

#FucKonami indeed.
Fonte: Ollie Barder – Forbes 

Vídeo: Broken Age – parte 1

Tinha ouvido falar um pouco sobre Broken Age através de um podcast (acho que Podquisition) mas nunca fui atrás de outras informações, pois raramente jogo em PC.
Então, aproveitando que o jogo foi disponibilizado gratuitamente na PSN para assinantes da Plus, resolvi começar.

A primeira coisa que se nota é a arte, que lembra um estilo de pintura clássica. Escolhi Vella para começar e achei tanto os diálogos como as caracterizações divertidas (especialmente a irmã mais nova viciada em doces e o avô rabugento).

A segunda coisa que percebi foi o quanto o jogo lembra os antigos adventures de computador, que nunca tive a chance de jogar porque nunca fui muito de jogar em PC. (o máximo que joguei na época foi Monkey Island, que apesar de ser um barato, não era um gênero que curti muito na época).

Mesmo sem ter jogado a maioria deles, eu acompanha através das revistas de games, ali no final dos anos 90. Maniac Mansion, Indiana Jones, Grim Fandango…

Graças ao The Walking Dead da Telltale, os jogos estilo adventure reconquistaram audiência e ganharam novos títulos (só a Telltale já lançou vários jogos usando o estilo próprio dela).

Gostei do que vi até agora, e irei postar a segunda parte ainda essa semana, com mais impressões sobre a obra.

Video: Unmechanical Extended – Primeiras impressões

Unmechanical Extended é um dos jogos disponibilizados gratuitamente para Playstation 4 para assinantes da Plus, o serviço de assinatura da rede PSN.

Joguei a primeira parte de Unmechanical Extended, um jogo de quebra-cabeças simples mas com vários enigmas envolvendo a física (algo bem comum nos dias de hoje).

Apesar de simples, o design das fases é competente. Depois de uma curta introdução, seu personagem, um robôzinho simpático, é separado de seu grupo e acaba nas profundezas de um planeta sem nome.

A seguir, vários desafios são impostos, e para resolvê-los, você conta com algumas habilidades. Os direcionais analógicos (tanto L3 como R3) podem ser usados para comandar o robô em todas as direções. Ele flutua, então você não vai precisar se preocupar com buracos por exemplo. O restante dos botões pode ser usado para ativar um raio trator, emitido horizontalmente para baixo. Ao segurar o botão, o robôzinho consegue levar os mais variados tipos de itens, desde que não ultrapasse o peso permitido.

Alguns dos puzzles envolvem redirecionar raios refletindo em espelhos, outros usar contra-pesos para ativar botões distantes e o jogo tem bem pouca exploração: você não precisa ficar correndo atrás de passagens secretas ou colecionáveis, sendo bem linear. Apertar o botão triângulo ativa um balão de pensamento do robôzinho, e ele praticamente entrega a solução do enigma da área atual. Poderia ser apenas uma pista ao invés da resolução.

É um jogo sem grandes pretensões e acho que aí está um dos melhores atributos dele.

Não continuarei porque não é o estilo que estou afim de jogar no momento, mas se você quiser um puzzle pra relaxar, UE pode ser uma opção.

Allison Road, ou “o que Silent Hills poderia ter sido” mostra ambientes externos

Lembram de P.T.? Aquela demo de Silent Hills camuflada de teaser jogável que foi violentamente jogada no lixo pela Konami?

A obra não só iria reunir Hideo Kojima, Guilherme Del Toro e Norman Reedus, como Del Toro via Twitter comentou que Junji Ito, mestre de mangás de terror também estaria envolvido no projeto.

Bem, além do cancelamento (cujo término não foi agradável, pelo que se tem dito) a Konami resolveu apagar qualquer rastro eliminando até mesmo a demo jogável da loja virtual (PSN). Assim, quem não baixou perdeu, a não ser que você pague alguns obamas a mais pra comprar um PS4 com ele instalado na memória… (ou jogue alguns dos clones criados para PC).

Aproveitando o interesse que P.T. gerou, uma Kickstarter foi iniciada pedindo 250 mil libras, das quais, até o momento que escrevo essas linhas (19:44 de 11/10/2015), obtiveram £144,225, faltando 9 dias para o término do prazo de arrecadação.

Como forma de alavancar o interesse, novas informações foram adicionadas na página de kickstarter, agora revelando ambientes externos:

Realmente, está passando uma vibe Silent Hill. Será que corresponderá as expectativas ou será mais um clone sem coração? 😉

Imagens provenientes da página de kickstarter.
Fonte da notícia: VG47

Super Meat Boy (ou “Sua princesa estará em todas as próximas fases”)

Super Meat Boy não é um jogo novo (foi publicado em 2010!), mas apareceu como um dos jogos gratuitos desse mês pra quem assina o serviço Plus da Sony apenas agora.

Joguei um pouco e gravei um vídeo, passando as primeiras fases:

Foi a primeira vez que tive contato com o título. Nunca joguei antes, apenas havia lido uma ou outra matéria e visto algumas screenshots.

Recentemente havia lido que o compositor da trilha sonora original, por causa de alguma desavença com a equipe de desenvolvimento, não permitiu que sua trilha fosse usada no jogo de PS4, então ela ganhou uma nova versão.

A trilha sonora não é memorável, mas cumpre seu papel.

Vou resumir, porque só joguei o primeiro mundo e pelo que vi dá pra perceber o padrão do resto de jogo: sinto como se fosse uma variação de Angry Birds. Fases curtas repetivivas onde você busca uma pontuação, tenta encontrar um item secreto, etc.

Sendo um jogo vindo da mente criativamente doente de Edmund McMillen eu esperava algo mais variado. Talvez seja um efeito de “retro-spoiler”, já que o fantástico The Binding of Isaac veio depois.

Enfim, não me vejo jogando SMB (essa sigla é coincidência né?) novamente.

(Artigos demarcados com a tag “exposição” tratam sobre jogos que eu nunca tive acesso que conheço muito pouco, como se fosse um “Primeiras Impressões”).